Opinião e história da professora Joseane Gomes

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Em homenagem ao Dia Nacional dos Profissionais da Educação, comemorado em 06 de agosto, o Colégio Projeção convidou a professora de Português, há quase 20 anos da escola, Joseane Gomes, para uma entrevista a fim de aprofundar o conhecimento da comunidade escolar acerca dessa profissão.

 

Nome completo: Joseane Gomes Leão Silva

Formação acadêmica: Licenciatura em Letras e Especialização em Língua Portuguesa.

Instituição de formação: Faculdades Integradas da Vitória de Santo Antão (Faintvisa)

 

1 – Qual a importância dos profissionais de educação para a sociedade?

R: O professor é um parceiro de visão e experiência na construção do conhecimento, assumindo o seu papel de promotor, orientador, mediador, motivador e gestor da aprendizagem, deve ser fonte de motivação para o aluno. Como promotor da aprendizagem, facilita o acesso aos dados e informações, ao conhecimento acumulado pela sociedade, orientando, executando e avaliando eventos, experiências e projetos, para que ocorra a construção do conhecimento. 

 

2 – Quem ou o que lhe influenciou a optar por fazer Letras?

R: Desde pequena fui apaixonada pelo conjunto de letrinhas que formavam todas as palavras que eu queria, aquelas que existiam de verdade e aquelas inventadas por mim. Também tenho lembranças de brincar de escolinha com minha irmã e de fantasiar poder ensinar outras pessoas a descobrir o mundo da leitura. Daí a vontade de me tornar educadora e em especial, na área de Língua Portuguesa. Por isso, para mim, a graduação em Letras é o curso que nos dá a mais ampla formação cultural dentre todos os cursos que qualquer Academia pode oferecer, por tratar de questões inerentes à existência humana, da reflexão e estudo de suas linguagens.

 

3 – Quais assuntos da Língua Portuguesa os alunos mais se interessam?

R: Isso depende muito. A escolha por esse ou aquele conteúdo da Língua Portuguesa varia de público, série, gosto pela disciplina e interesse pelo aprendizado de maneira geral. Porém para cada grupo inserido nessa variação encontramos alunos que desenvolvem um gosto especial por um determinado assunto o que o estimula a partir daí , aos poucos, desenvolverem um gosto positivo pela disciplina como um todo.

 

4 – Para um futuro professor qual conselho você daria?

R: O professor do século XXI, deve ser um profissional da educação que elabora com criatividade conhecimentos teóricos e críticos sobre a realidade. Nessa era da tecnologia, os professores devem ser encarados e considerados como parceiros/autores na transformação da qualidade social da escola, compreendendo os contextos históricos, sociais, culturais e organizacionais que fazem parte e interferem na sua atividade docente. Cabe então a esses novos educadores a tarefa de apontar caminhos institucionais (coletivamente) para enfrentamento das novas demandas do mundo contemporâneo.

 

História de vida:

 

Natural de Vitória de Santo Antão. Iniciou os estudos aos cinco anos, no Grupo Escolar Mariana Amália, onde estudou até a 4ª série primária. O ginásio, de 5ª a 8ª série, estudou no Polivalente, Escola Estadual Joaquim da Silva Filho, logo no inicio de seu funcionamento. Na época fazia parte da grade escolar do Polivalente, disciplinas semi-profissionalizantes. Como prática agrícola, comercial, industrial e integradas do lar. Lembrando que o professor Edmo Neves, a ensinou a disciplina de práticas agrícolas.

 

Na infância sempre foi acima da média na escola. Dificilmente iria para recuperação, apenas foi algumas vezes em matemática. Conviveu no meio educacional. E desde pequena acompanhava o trabalho da mãe, que era professora. Porém a mãe não a influenciou, desejou ser professora por iniciativa própria. “A gente decora para um momento, depois esquece. Você precisa fixar o conteúdo para o resto da vida”, destaca Joseane Gomes.

 

Posteriormente, iniciou o Magistério, na Escola Municipal Wégelia Galvão, em 1985. A primeira experiência dando aula foi no Grupo Escolar Mariana Amália, aos 17 anos.  Sendo professora interina, substituindo uma professora que estava de licença. “Perseverei, trabalhei por amor a profissão, doei-me e não desisti nos primeiros problemas”, revela Joseane.

 

Seu primeiro emprego foi no Sistema Educacional Pequeno Príncipe, a extinta escola funcionava onde atualmente é o Vitória Plaza, no bairro da Matriz. Ensinando de 1ª a 4ª série, por três anos. Paralelo fez licenciatura plena em Letras, na Faculdade de Ensino Superior da Vitória (FESV), atualmente Faintvisa. “Ao lecionar em uma turma nova sempre da um frio na barriga”, afirma a professora.

 

O segundo emprego foi no Cenecista Pedro Ribeiro, instituição de ensino filantrópica privada sem fins lucrativos, extinta em Vitória. Onde ensinou Língua Portuguesa de 5ª a 8ª série, ginasial. No Cenecista também ensinou magistério, por dois anos e meio, em meados dos anos de 1993 e 1994.

 

Começou a trabalhar no Colégio Projeção, no ano de 1995, ensinando Língua Portuguesa de 5ª a 8ª série. Paralelamente fez pós-graduação, em Língua Portuguesa, na Faintvisa. Atualmente também faz parte da equipe de eventos do colégio, completando quase 20 anos trabalhando na instituição. “Acompanhei toda a construção pedagógica e estrutural do Projeção. Meus 25 anos de sala, maior parte foi aqui. Hoje em dia me sinto parte da escola, vibrando com cada conquista”, finaliza professora Joseane.

 

“A educação ainda é a melhor arma para formarmos bons cidadãos.” Joseane Gomes Leão Silva

 

Por Diêgo Albuquerque

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